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Clínicas conveniadas ao SUS voltaram a atender nesta terça Raul Spinassé / Ag. A TARDE |
“Se a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) não suspender o corte de 20% no teto do repasse do SUS vamos realizar mais uma paralisação no atendimento das instituições privadas de saúde neste mês de novembro”. A afirmação é do presidente da Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado da Bahia (Ahseb), Marcelo Britto. Segundo ele, apesar do retorno ontem, ainda há um indicativo de paralisação para este mês.
Impasse - Segundo a SMS, em caso de nova paralisação, a Central Municipal de Regulação fará a marcação de consultas nas semanas anteriores. “Os pacientes que forem prejudicados com possíveis suspensões nos atendimentos, deverão entrar em contato com o Disque Saúde 160 ou nos próprios postos de saúde para solicitar a remarcação dos procedimentos”, diz .
Cerca de 300 clínicas e hospitais privados, das 600 da capital, segundo a Ahseb, retomaram nesta terça o atendimento pelo SUS. “Caso não seja suspensa essa redução, infelizmente vamos ter que parar o atendimento mais uma vez, até onde o teto alcance. Não é nada contra o povo, pelo contrário, mas não podemos continuar trabalhando sem dinheiro. Preferimos perder o contrato com o SUS do que continuar dessa forma”, ressaltou o diretor operacional da Ahseb, José Carlos Magalhães Jr. A falta de regulação no repasse do SUS pelo Ministério da Saúde e a má distribuição dos recursos pela SMS causou o impasse, disse. “Mensalmente são repassados R$ 7 milhões para os 600 prestadores de serviço privado na capital. Esse recurso é distribuído entre as conveniadas obedecendo critérios de atendimento, estrutura. No entanto, tenho conhecimento de que as Obras Sociais de Irmã Dulce (Osid) recebem mensalmente R$ 8 mi”, revelou José Carlos.
*Colaborou Marjorie Moura

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