Blog do Geraldo José
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Pouco depois, quando o vereador Mitonho Vargas (PT) agradecia da tribuna as manifestações de carinho e solidariedade em razão do falecimento da sua irmã semana passada, um grito oriundo da plateia acabou assustando a todos, inclusive, o orador. Era o sindicalista Cícero José, presidente da Associação da Guarda Municipal, que transtornado colocou um litro de Campari em cima da bancada que separa os vereadores do público e pronunciou algumas frases incompreensíveis, muito embora desse para perceber que a revolta era dirigida ao prefeito municipal, Isaac Carvalho. Dada à insistência do manifestante, o presidente da Câmara, Nilson Barbosa, solicitou a presença da polícia e da Guarda Municipal para resguardar a ordem, mas não foi necessário porque o vereador José Carlos Medeiros (PV) convenceu o sindicalista a deixar o ambiente.

Valdeci Alves estava na tribuna proferindo uma série de reclamações contra o Poder Executivo quando a sessão foi novamente interrompida pelo presidente, desta feita anunciando o seu encerramento, por conta da informação que o irmão da vereadora Suzana Ramos, sofreu um acidente nas proximidades do distrito de Juremal. Posteriormente, Nilson Barbosa explicou que o acidentado não corria risco de morte, mas aproveitou para explicar que cobrou satisfações do seu ex-aluno, Fábio Lima, pela interrupção não permitida de acordo com o regimento interno da Casa. Quanto ao caso de Cícero José, da Guarda Municipal, o presidente disse que inicialmente pensou em prestar uma queixa-crime na delegacia contra o manifestante, mas foi orientado a encaminhar o caso ao setor jurídico da Casa. Ele, no entanto, formalizou uma representação na Guarda Municipal, pelo fato de Cícero José ser um servidor público municipal.
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