Os dados da Unicef apontam ainda que a taxa de crimes também cresceu entre 2004 e 2009
Da Redação do Ibahia
Esse quadro se reflete diretamente na Bahia. Do total de mais de 1,6 milhão de adolescentes baianos, 31,7% continuam enfrentando o cotidiano de pobreza extrema e sobrevivendo com renda familiar de até 1/4 do salário mínimo ou R$136,25. O número, que, no ano de 2004, era de 30%, equivale a aproximadamente 500 mil cidadãos em situação de vulnerabilidade econômica. Com esse resultado, o Estado fica um pouco abaixo da média da Região Nordeste - de 32% - e muito acima dos índices nacionais - de 17,6%. Alagoas lidera o ranking com quase 40% da população vivendo na miséria.
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| Número de adolescentes vivendo em famílias extremamente pobres cresceu, aponta Unicef |
No caso do número de homícidios, houve um avanço enorme na taxas. Em 2004, 8,6 jovens a cada 100 mil habitantes eram vítimas da violência. Cinco anos depois, esse número atingiu a marca 31,1, sendo ultrapassada, no Nordeste, somente por Pernambuco (34,3) e por Alagoas (34,7). A média obtida em todo o Brasil foi de 19,1 adolescentes mortos a cada 100 mil habitantes. O estado que apresentou maior taxa foi do Espírito Santo (54,7).
Maioria NegraO Relatório contribuiu para traçar um perfil mais claro da população adolescente no Brasil, segundo os critérios de gênero e de raça. No caso da Bahia, dos 14 milhões de habitante, 11, 5% tem entre 12 e 17 anos. Destes, 818 mil são homens e 798 mil são mulheres, o que demonstra certo equilíbrio de gênero.
Quando o critério é a raça, a Bahia tem, em números absolutos, a segunda maior concentração de jovens negros do país. O Estado possui 1,3 milhão enquanto que São Paulo, no topo da liderança, tem cerca de 1,5 milhão. Se levada em consideração a proporção com o total de habitantes jovens, a Bahia fica em quarto lugar com 78%, sendo ultrapassada pelo Amazonas (82,4%), Pará (81,7%) e Amapá (81,1%).
A população de brancos no Estado fica em torno de 21,5%, o que representa 374 mil adolescentes.
Melhorias na Educação
Apesar dos resultados ainda serem preocupantes, a Bahia, nos últimos cinco anos, apresentou avanços na educação. O percentual de adolescentes não alfabetizados caiu de 3,8% para 2,1%. Numa tendência semelhante, a taxa de jovens que abandonaram o ensino médico foi reduzida de 21,0% para 18,5%.
Os índices dos jovens entre 15 e 17 anos que passaram a frequentar o ensino médio subiu de 27,4% para 36,1%. Com o ensino fundamental, o número de concluintes subiu de 57,9% para 60,4%.
Toda a pesquisa do Unicef foi feita por meio do cruzamento de dados oficiais do governo brasileiro neste período.
Quando o critério é a raça, a Bahia tem, em números absolutos, a segunda maior concentração de jovens negros do país. O Estado possui 1,3 milhão enquanto que São Paulo, no topo da liderança, tem cerca de 1,5 milhão. Se levada em consideração a proporção com o total de habitantes jovens, a Bahia fica em quarto lugar com 78%, sendo ultrapassada pelo Amazonas (82,4%), Pará (81,7%) e Amapá (81,1%).
A população de brancos no Estado fica em torno de 21,5%, o que representa 374 mil adolescentes.
Melhorias na Educação
Apesar dos resultados ainda serem preocupantes, a Bahia, nos últimos cinco anos, apresentou avanços na educação. O percentual de adolescentes não alfabetizados caiu de 3,8% para 2,1%. Numa tendência semelhante, a taxa de jovens que abandonaram o ensino médico foi reduzida de 21,0% para 18,5%.
Os índices dos jovens entre 15 e 17 anos que passaram a frequentar o ensino médio subiu de 27,4% para 36,1%. Com o ensino fundamental, o número de concluintes subiu de 57,9% para 60,4%.
Toda a pesquisa do Unicef foi feita por meio do cruzamento de dados oficiais do governo brasileiro neste período.

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